Falar de empatia na cultura organizacional para algumas pessoas parece uma coisa estranha. Sempre aprendemos que ter empatia é se colocar no lugar do outro para entender como ele se sente em determinada situação.

Por outro lado, a cultura organizacional é associada à forma como a empresa faz as coisas, o que ela pensa e prega para seus colaboradores. Aparentemente se trata de algo corporativo e que, portanto, não possui sentimentos. O que muitas vezes não se percebe é que ela é feita por pessoas, e essas podem ter empatia e se sensibilizar com o próximo.

Um grande erro é acreditar que ter empatia é tratar os outros como você gostaria que te tratassem ou passar a mão na cabeça daqueles que de alguma forma são menos favorecidos. Na verdade, empatia significa a capacidade de perceber o sentimento do outro e agir adequadamente, por isso um ponto importante não pode ser esquecido: a comunicação.

Incluir a empatia na cultura organizacional vai exigir que haja comunicação, pois, assim, é possível saber como o outro se sente. Criar um espaço para que todos possam opinar é o primeiro passo para o sucesso.

Esse caminho também permite que ocorra a inclusão, afinal, profissionais com deficiência devem ser parte desse processo. Eles podem se expressar, dizer como se sentem e, desse modo, mostrar a todos como desejam e devem ser tratados.

A ideia principal é evitar a discriminação e promover a inclusão, fazendo com que todos colaborem e entendam as necessidades dos outros.

Como trabalhar a empatia na cultura organizacional

Garantir que todos tenham um comportamento empático não ocorre de uma hora para outra, por isso é preciso trabalhar a empatia na cultura organizacional de forma planejada e contínua, visando a inclusão e um ambiente de trabalho agradável.

Existem diversas ações que podem ser realizadas a fim de alcançar esse objetivo. Veja algumas delas.

Acabe com o preconceito de gestores

Os gestores precisam ser os primeiros a acabarem com o preconceito para com as pessoas com deficiência. Muitas vezes, eles não querem um profissional na equipe apenas por achar que ele não é capaz de executar uma determinada tarefa ou por acreditar que ele sofrerá preconceito.

Campanhas de conscientização focadas na diretoria e palestras podem esclarecer algumas questões e reverter esse quadro.

Promova a integração com os profissionais 

Uma das formas de acabar com o preconceito é conviver com pessoas com deficiência, para assim entender quais as suas capacidades e necessidades. Promova um job rotation com a liderança em áreas que tenham colaboradores com deficiência trabalhando para que eles tenham contato com a rotina dos profissionais.

A convivência por um período permitirá que os gestores entendam de uma maneira prática que a inclusão trará muitos benefícios para a equipe e para a cultura organizacional.

Faça a conscientização

A empatia só é conseguida quando se está disposto a entender o que o outro sente e pensa. O diálogo pode extrair insumos importantes para ajudar nesse processo.

Entretanto, sentir na pele pode trazer muito mais resultado. Promova dinâmicas em que pessoas sem deficiência simulem uma deficiência, por exemplo: a perda da visão ou limitação em um dos membros. Ao final, promova a discussão de como se sentiram, se conseguiram se adaptar, a sensação que tiveram quando os outros olharam e como fariam para superar as barreiras que encontraram.

O resultado da dinâmica pode ser revelador e tem efeito imediato, contribuindo para a prática da empatia na cultura organizacional.

Favoreça a cooperação

Estimule as equipes a trabalharem em conjunto de forma que haja a integração entre membros de diferentes setores. Isso faz com que se conheça não apenas as dores de áreas diferentes como também as pessoas que nelas atuam.

Ao promover o trabalho cooperativo, é possível ter contato com diversos profissionais com deficiência e entender o quanto eles podem contribuir com a empresa e com os resultados.

A empatia na cultura organizacional é adquirida à medida que todos estão dispostos a conhecer e entender o outro, sendo possível  incentivar ações para que este comportamento seja desenvolvido. O resultado é um ambiente mais inclusivo e agradável, com profissionais satisfeitos e engajados.

Trabalhar a empatia na cultura organizacional é um dos passos para tornar sua empresa mais inclusiva. Entenda mais sobre o processo completo com nossas dicas para o programa de inclusão de pessoas com deficiência.