No mercado de trabalho, muitas vezes a contratação de profissionais com deficiência só ocorre devido à necessidade de cumprimento da Lei de Cotas. Essa atitude acontece quando a empresa não está prepara para a inclusão e ainda não sabe a diferença entre incluir e integrar pessoas com deficiência.

Apesar de parecer a mesma coisa, a forma como o assunto é tratado impacta na inserção do profissional no mundo do trabalho e também na sociedade. Pode-se notar que, durante muitos anos, pessoas com deficiência foram tratadas de forma discriminatória e contratá-las apenas para “cumprir uma obrigação legal” não é muito diferente.

Para que a história possa mudar é preciso fazer a diferenciação entre incluir e integrar pessoas com deficiência e, dessa maneira conseguir uma mudança cultural que vai muito além da organização.

Incluir e integrar pessoas com deficiência: atitudes distintas com nomes parecidos


A integração pode ser vista como um esforço unilateral, pois a pessoa com deficiência ou as que a apoiam precisam se adaptar ao que já existe na sociedade. Desde muito cedo, as pessoas com deficiência já percebem essa discriminação. Elas precisam, por exemplo, se adaptar à escola, e essa muitas vezes não tem estrutura para recebê-los.

Quando adultas, em alguns casos só conseguem trabalho devido à existência da Lei de Cotas e não por conta de seus conhecimentos e capacitações. No cotidiano existem outros aspectos que são resultados da integração, como adaptações superficiais para que possam circular nos espaços.

A inclusão é um processo muito mais completo e engloba a todos, já que, neste caso, a sociedade é que deve mudar a sua cultura a fim de permitir que todos tenham suas necessidades atendidas. É seguindo essa visão que se cumpre a Constituição, a qual diz que todos são iguais.

Para que ela ocorra é preciso haver uma ruptura com o sistema e uma mudança profunda da cultura. A partir de então as mudanças serão feitas para atender a todos e não apenas às pessoas com deficiência e, com isso, o ganho é mútuo.

Através do processo de inclusão é possível reconhecer que todos são diferentes e as individualidades passam a ser valorizadas. Ninguém precisa disfarçar as suas limitações e os demais precisam aprender a conviver com elas.

Dessa forma, fica claro que incluir e integrar pessoas com deficiência são coisas completamente diferentes e que acabam influenciando na sociedade como um todo.

Os benefícios que a inclusão traz mas e que a integração impede


A partir do momento que se entende que incluir e integrar pessoas com deficiência são processos distintos, é possível escolher o caminho certo. Principalmente as empresas, que adotam apenas a integração, podem perceber isso claramente, pois costumam ter profissionais com deficiência mais insatisfeitos ou uma alta rotatividade de pessoal.

Quando se adere à mentalidade de inclusão, os ganhos são inúmeros e podem ser percebidos no:

Aumento de produtividade: os profissionais com deficiência terão condições adequadas de trabalhar e poderão garantir o seu máximo desempenho. A equipe pode ganhar mais uma força de trabalho e ficar mais motivada, o que impacta nos resultados de todos.

Redução de turnover: colaboradores satisfeitos e bem adaptados não sentem necessidade de pedir demissão e mudar de empresa. Consequentemente, é menor o número de pessoas que saem e precisam ser repostas na organização.

Valorização dos funcionários: quando se busca incluir pessoas com deficiência, as empresas demonstram que estão se preocupando com os colaboradores. Esse cuidado é visto por todos como algo positivo e extensível a todos os membros.

Melhora da imagem da empresa: as organizações que acolhem a todos sem distinção e permitem uma oportunidade de crescimento levando em consideração o conceito de equidade, são vistas de forma positiva pela sociedade. Ela se fortalece como socialmente responsável e inclusiva, agradando aos clientes.

Entendimento das necessidades dos clientes: entre os clientes da empresa estão também pessoas com deficiência. Quando se tem colaboradores que entendem o que elas precisam, é possível atender aos anseios e necessidades desse público que não costuma ser muito ouvido ou receber a devida atenção.

Entendendo a diferença entre incluir e integrar pessoas com deficiência é possível mudar o pensamento das empresas e do seu universo de colaboradores. Dessa forma, a inclusão traz mudanças positivas e ganhos para todos e não apenas para um pequeno grupo.

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