O Código de Defesa do Consumidor informa quais direitos e deveres de quem vende e compra, visando estabelecer uma relação de consumo saudável. Entretanto, o consumidor com deficiência nem sempre se sente respeitado.

As empresas muitas vezes esquecem que cada pessoa pode ter diferentes necessidades e, consequentemente, não fazem adaptações no escritório, loja ou outro estabelecimento para acolher a todos os públicos. Por conta disso, dificultam  ou até impedem o acesso do consumidor com deficiência para que ele possa entrar ou circular por um determinado local.

Os colaboradores também nem sempre estão preparados para lidar com a diversidade e isso demonstra o quanto o negócio pode estar despreparado.

É preciso conhecer as principais barreiras que pessoas com deficiência enfrentam e analisar se o seu negócio está pronto para atendê-las.

Barreiras para o consumidor com deficiência comprar

São muitas as barreiras que os consumidores com deficiência enfrentam no cotidiano, podendo ser ela física ou atitudinal. Conheça algumas delas.

Sites inadequados para algumas deficiências

Em um estudo com sites de e-commerce, foi constatado que 28% das pessoas com deficiência não conseguiram concluir as suas compras. Isso deixa claro que não há acessibilidade no comércio virtual e que ele não foi construído levando em conta esse público.

É preciso fazer adequações para que qualquer pessoa possa concluir o seu processo de compra sem nenhuma dificuldade ou poder utilizar os sites na web.

Vendas pela TV

As vendas pela televisão são comuns, mas, na grande maioria das vezes, o número para aquisição do produto é disponibilizado apenas de forma escrita, se tornando inacessível para os deficientes visuais.

Pessoas com deficiência na fala ou de audição podem ter outro problema ao entrar em contato com a central de venda. A falta de um atendimento especializado pode tornar o diálogo impossível.

Barreiras físicas nas entradas e dentro das lojas

Uma das primeiras barreiras que o consumidor com deficiência enfrenta é o acesso ao comércio. Degraus podem impedir que cadeirantes, deficientes físicos e visuais consigam entrar na loja sem o auxílio de outra pessoa.

Andar pelo estabelecimento passa a ser um desafio. Corredores apertados, caixas espalhadas pelo chão e placas de propaganda viram obstáculos para quem não enxerga essas barreiras ou para quem tem deficiência física. As lojas de roupas têm mais um empecilho: os provadores nem sempre têm espaços adequados para deficientes.

Esse público deseja entrar pela porta da frente e ter uma livre circulação pelo ambiente, portanto, a colocação de uma rampa sobre os degraus e reorganização do espaço, poderiam garantir os direitos do consumidor com deficiência.

Mesas inapropriadas para cadeirantes

Principalmente os cadeirantes se deparam com mesas inadequadas para atender o seu tipo de deficiência. Elas não possuem espaço, altura suficiente ou têm colunas que atrapalham para que a cadeira de rodas se encaixe.

Nos restaurantes, por exemplo, o cadeirante não consegue fazer uma refeição de forma confortável, sendo preciso se ajeitar como for possível ou optar por outro local.

Na hora de buscar por um serviço ou até mesmo fazer uma compra, os balcões podem ser altos e inacessíveis para os cadeirantes. Eles não conseguem preencher documentos ou ver quem é a pessoa que está lhe prestando atendimento.

Preconceito e falta de atendimento inclusivo

Alguns atendentes chegam a rejeitar o atendimento ao consumidor com deficiência por acharem que não merecem atenção. Outros, por falta de conhecimento, não sabem como agir e acabam sendo preconceituosos ou apresentando despreparo.

É preciso que os profissionais sejam capacitados para lidar com todos os tipos de deficiência para garantir que os direitos de quem vai ao estabelecimento sejam cumpridos.  Muito além de se cumprir com as obrigações legais, está o respeito com o próximo.

Todas essas barreiras precisam ser superadas para que o consumidor com deficiência possa ser recebido de forma adequada no setor de comércio ou serviços e não se sinta discriminado. Em muitos casos, soluções simples como readequação do espaço e sistemas de capacitação dos funcionários podem resolver a questão.

Para que isso ocorra, a empresa precisa ter consciência da existência do problema e, assim, pode aplicar as medidas cabíveis. Ao fazer isso, além de ganhar novos clientes, os estabelecimentos estarão assegurando os direitos do consumidor com deficiência.

Quer saber mais sobre a rotina do consumidor com deficiência e os desafios enfrentados? Veja o blog da Talento Incluir e fique informado.