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Mídia

Pessoa com Deficiência no Trabalho: Oportunidade, Mudança Social e Cidadania.

07/02/2013

(Por Tabata Contri)

 

Falar de pessoas com deficiência no trabalho é assunto cada vez mais comum, não só nas empresas, na vida.

Você já pensou quanta gente é envolvida neste tema? A pessoa responsável na empresa quando começa a trabalhar com inclusão, a equipe que vai trabalhar com este profissional, o gestor que terá o desafio de nortear o caminho dele na empresa, com as cobranças e os reconhecimentos que fazem parte e lhes são necessários, as pessoas com deficiência que saem de sua casa para trilhar um caminho profissional, as famílias destas pessoas que nem sempre acreditaram que isso era possível.

O que muda da vida de todas essas pessoas? O que o trabalho traz de mudança pra todas elas?

Há quem diga que com a primeira oportunidade de trabalho, começou a ajudar sua família, ou comprou aquela bolsa que há tempos queria, há quem diga que ajudou a pagar a sua faculdade, há quem tenha comprado o primeiro computador da sua casa, dado entrada em seu primeiro automóvel, ou simplesmente, pôde comprar um sorvete na esquina, porque tinha dinheiro pra isso.

Para cada um, o trabalho tem um significado e para todos nós o trabalho traz possibilidades. Eu estou falando todas as pessoas, independente de ter deficiência ou não. É diferente para você? O trabalho no permite ser alguém, é com o trabalho que a gente se torna cidadão, que a gente participa das tomadas de decisões, que a gente se sente parte.

Estamos vivendo a era da inclusão, da informação e da mudança. Há 21 anos surgia a lei de cotas. Há 10 anos ela começava timidamente a funcionar, mas, na verdade há apenas 8 anos a gente tem visto as coisas acontecerem. É tudo muito novo. Tanto para as empresas quanto para as pessoas com deficiência, mas principalmente para aquela “uma” pessoa, ou para aquela “uma” equipe que é incumbida de fazer o link entre as duas partes e de fazer acontecer!

O profissional que sabe trabalhar com inclusão, hoje, é um profissional que vale ouro nas empresas. Não basta mais ter que fazer, tem que saber fazer. Vivemos num mundo capitalista, não podemos negar que as coisas começaram a acontecer depois que as empresas sentiram no bolso. Mas, não da mais pra contratar porque é lei. A gente está passando desta fase. Empresas precisam contratar e desenvolver as pessoas com deficiência, pensando na carreira deste profissional, tem que ser sustentável. Não dá mais pra tapar buracos, pra apresentar “números” para a superintendência do trabalho ou o ministério do trabalho. Se as pessoas com deficiência se sentirem números em sua empresa, qual a chance de dar certo?

Estamos em um tempo em que o profissional de recursos humanos, tem começado a perceber que precisa se preparar, as empresas querem gente que sabe fazer. Não estou dizendo fazer tudo e sim saber dividir a responsabilidade, ser o facilitador deste processo e para isso saber o que é responsabilidade de cada área da empresa. Por exemplo, quem compra o software de voz que o colaborador que tem deficiência visual irá utilizar? E quem instala? O RH? O ideal é a área de compras e a a área de TI, o RH neste caso, só irá gerenciar o processo.  Não adianta simplesmente contratar uma empresa de recrutamento e seleção. Se você não souber como fazer, não saberá como cobrar.

As pessoas com deficiência também tem percebido que a lei não é para uma pessoa, mas para mais de 45 milhões de pessoas com deficiência que existem no Brasil, e que se não correr atrás, talvez fique pra trás, vai perder espaço.

E quando a pessoa com deficiência, não percebe isso? A gente precisa mostrar pra ela, desenvolvê-la. É bom para a carreira dela. Procurar cursos técnicos, fazer faculdade e aprender outras línguas, assim como para qualquer pessoa, são elementos fundamentai para seu futuro profissional. Quem já percebeu isso, talvez nem precise de lei, já está trabalhando, já está sendo promovido pelo seu trabalho. Deficiência não é cargo, é condição. Mas há quem ainda não saiba disto, por que ainda é novo falar de gente com deficiência no trabalho. Na escola talvez, ele não tenha sido preparado pra isso, a família talvez nunca tenha pensado nessa possibilidade e a “poupou”, não a incentivou. Ainda temos que trabalhar muito para essa mudança social acontecer.

Estamos vivendo um momento muito importante na história do Brasil. Gente com deficiência trabalhando, consequentemente gente com deficiência comprando e a economia do nosso país girando. Cada vez mais, vemos comerciais de TV com pessoas com deficiência, filmes publicitários onde o foco é o produto, não a pessoa, mas ela está ali, porque na sociedade ela também está. Antes era apelo, depois virou responsabilidade social e agora, as empresas começaram a enxergar um novo nicho de mercado. Isso traz uma mudança da imagem da pessoa com deficiência, antes o coitado, dependente, incapaz, hoje a pessoa que trabalha e pode sim comprar aquele produto. A arte imita a vida e vice-versa.

É bom poder falar deste assunto e ver um movimento acontecendo, na sociedade, nas empresas, nas famílias, nas pessoas. O trabalho gera oportunidade, traz uma mudança social e sem dúvida nenhuma, é cidadania.

Fonte: http://portal.abtd.com.br/1250/artigo/Pessoa-com-Deficiencia-no-Trabalho--Oportunidade--Mudanca-Social-e-Cidadania.html



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