Com um alto nível de desemprego no Brasil e aproximadamente 9 milhões de pessoas com deficiência (PcD) em idade produtiva para o trabalho, o mercado de trabalho está bastante concorrido. Engana-se quem acredita que enviar o currículo e participar do processo seletivo para pessoas com deficiência são as primeiras etapas para quem está em busca de uma recolocação.

Atualmente as empresas buscam mais informações do candidato antes de o convocar para a entrevista e a tecnologia tem contribuído muito para isso. Portanto, mesmo que não esteja ciente da avaliação naquele momento, é preciso manter a postura em outras situações.

O que é considerado no processo seletivo 


Os conhecimentos técnicos são necessários para preencher uma vaga de emprego, mas as exigências das empresas não se limitam a isso. É comum que em um processo seletivo para pessoas com deficiência (PcD) o comportamento e habilidades de relacionamento tenham poder decisivo na escolha.

Se você está concorrendo a uma oportunidade ou em busca dela, veja o que pode ser avaliado antes da entrevista.

Postura e visão nas redes sociais – As redes sociais são abertas a qualquer pessoa e os profissionais de RH utilizam esse canal para conhecer melhor o candidato. Eles conseguem compreender um pouco da visão da pessoa, seu comportamento e a maneira como se relaciona com os demais. Se você incluiu as redes sociais no seu currículo fique atento a isso!

Mesmo as redes sociais que não são voltadas a emprego, como o Facebook ou Instagram, podem ser consultadas. Se o perfil do candidato não estiver alinhado com a cultura da empresa, ele possivelmente não será chamado a participar do processo seletivo.

Comportamento no WhatsApp – Existem grupos de emprego no WhatsApp que divulgam as vagas de emprego e alguns deles são destinados a pessoas com deficiência (PcD). Participar deles é uma ótima forma de estar ciente das oportunidades, mas não esqueça que neles também estão presentes recrutadores.

Comentários sobre empresas, processos seletivos e outros estão sendo avaliados a todo momento. Por mais que essa seja uma ferramenta informal de comunicação, não se deve abandonar o bom comportamento em nenhum momento.

Contato por telefone – Muitas vezes o convite para participar de um processo seletivo é feito por telefone. Esse pode ser o primeiro contato direto entre o entrevistador e candidato, por isso, terá que passar uma boa impressão.

Se estiver em um local com muito barulho ou impossibilitado de falar naquele momento, deixe isso claro para quem ligou. Solicite que a pessoa faça um contato posterior para não passar a impressão de desinteresse por não entender o que está sendo dito ou por direcionar a atenção para outra coisa.

Entrevista por vídeo – Muita gente acredita que por uma entrevista remota por vídeo não terá tanta importância no processo seletivo. Isso é engano! Esse é um método cada vez mais adotado, seja  para vagas exclusivas para pessoas com deficiência ou não, este possui grande peso na seleção do candidato.

Tenha cuidado com a aparência, se arrume da mesma maneira que faria se fosse em uma entrevista pessoal e vista-se conforme o perfil da empresa. Procure um local calmo para conversar com o recrutador para não ser interrompido e prepare os equipamentos de vídeo e áudio com antecedência para não ter imprevistos.

Relevância da avaliação da consultoria – É comum as empresas terem uma consultoria especializada em processo seletivo para pessoas com deficiência (PcD) para garantir a acessibilidade e ter um suporte em um campo que não é expert. Se existe essa parceria cuidando dessa etapa da contratação, ela fará uma avaliação e influenciará na decisão final.

Não ache que por ser tratar de um terceiro você não deva dar importância para a consultoria e se preocupar apenas quando for falar com o gestor. Se não for aprovado nas etapas anteriores, pode nem ter a chance de chegar a conversar com alguém da organização que está oferecendo a vaga.

Apresentação dos documentos – Uma das etapas do processo seletivo para pessoas com deficiência (PcD) consiste em apresentar a documentação de identificação pessoal, histórico profissional e laudo médico. Todos eles devem estar organizados antes mesmo da empresa solicitar. Desse modo, quando isso lhe for solicitado, não precisará correr contra o tempo para entregar.

O laudo médico exige um pouco mais de atenção uma vez que tem validade. Não esqueça que os de deficiência auditiva são válidos por um ano e demais situações, três meses. Se o seu estiver expirando, solicite um novo ao médico.

São muitos os pontos avaliados em um processo seletivo para pessoas com deficiência e, para ser aprovado na vaga, é preciso manter uma conduta ajustada aos seu objetivos. Haja de forma adequada nas situações citadas e busque ajuda de uma consultoria especializada em pessoas com deficiência. Dessa forma, será mais fácil conseguir a sua recolocação.

Para conhecer as oportunidades disponíveis, confira o site da Talento Incluir.