Falar em inclusão consiste em inserir pessoas com deficiência no cotidiano da sociedade como um todo. Sendo assim, a acessibilidade nas redes sociais e em outros meios digitais também faz parte do processo de inclusão, tendo em vista o uso crescente de computadores e outros equipamentos eletrônicos conectados na internet e intranet das empresas. O conteúdo digital se tornou uma das principais fontes de informação e comunicação e, portanto, deve ser acessível para todos.

Quando empresas produzem esse tipo de conteúdo com acessibilidade, a comunicação com o público interno (colaboradores) e externo (clientes, fornecedores e parceiros) é muito mais eficiente e atinge um número maior de pessoas. A mensagem chega sem distorções e permite a compreensão total do que está sendo dito.

Conteúdos com acessibilidade nas redes sociais permitem ainda uma aproximação com o público, ao indicar que todos são levados em conta na comunicação. Além disso, ajuda a reforçar a inclusão e uma sociedade mais igualitária como bandeiras defendidas pela empresa.

A grande questão é como garantir a acessibilidade nas redes sociais. Afinal, a era digital pode ser considerada nova e suas práticas ainda são desconhecidas por muitos. Para ajudar a esclarecer esses pontos, conheça algumas boas práticas de inclusão digital nas empresas.

Software leitor de tela

Pessoas com deficiência visual precisam de um software que possa transformar textos e imagens para áudio e isso é possível com softwares específicos. Ele é capaz de interpretar e fazer com que a pessoa entenda o que está sendo apresentado. Entretanto, é necessário que haja uma boa descrição de imagens, gráficos e outros para que a compreensão seja completa.

Utilize o Alt description para garantir a acessibilidade nas redes sociais

O Alt descripton é um recurso muito utilizado na otimização para mecanismos de busca (Search Engine Optmization ou SEO, no termo em inglês), ou seja, para melhorar o ranqueamento de uma página. Porém, a sua importância não se limita a isso; ele pode ajudar pessoas cegas ou com baixa visão a entenderem melhor uma imagem.

Ele consiste em uma descrição das imagens, uma vez que softwares específicos e sites de busca não conseguem entender esse recurso. Ao fazer a explicação da imagem, é preciso que ela seja completa, começando da esquerda para direita e de cima para baixo, apontando tudo o que é mostrado de uma maneira imparcial.

A mesma regra deve ser utilizada para gráficos, gifs e outros recursos visuais que não podem ser transformados em textos.

Faça vídeos com legendas e tradução em Libras

Nem todos as pessoas surdas são bilíngues. Isso quer dizer que algumas podem conhecer somente a Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou somente a escrita tradicional em português, muitas vezes em função do período da vida em que perderam a audição.

Por isso, é preciso que todas as pessoas com deficiência auditiva possam entender um vídeo e a melhor maneira de fazer isso é colocando legenda e também a tradução para Libras. A combinação desses dois fatores com a imagem do vídeo garantirá que todos possam entender o conteúdo e que se garanta a acessibilidade nas redes sociais.

Use o WhatsApp com consciência

Essa ferramenta de comunicação é utilizada no trabalho e para fins pessoais. A questão é que, além dos textos, enviada-se também vídeos, imagens e emojis. Alguns aplicativos específicos já conseguem compreender os emojis e os traduzir em textos ou áudio, mas as imagens, gifs e vídeos precisam de descrição.

O ideal é ter uma explicação para as imagens de fácil compreensão e ter cuidado com o envio de vídeos. Se eles forem grandes, a descrição terá um tamanho proporcional e pode ficar cansativa. Quando for enviar um áudio ou uma imagem, investigue se no grupo  existem pessoas surdas ou cegas.

Escolha com critério o tamanho e o tipo da fonte

Quando for publicar um conteúdo com acessibilidade nas redes sociais, aplicativos de mensagens, intranet ou e-book, pense sempre no tamanho da fonte que será utilizada. Dependendo do grau de acuidade visual, a pessoa não conseguirá visualizar fontes muito pequenas e, se precisar dar um zoom na tela, o conteúdo pode ficar desconfigurado.

Opte por um tamanho maior – o tamanho 14 é uma sugestão, e cuidado com o tipo de fonte. Algumas são difíceis de ler até mesmo para quem não possui perda visual.

Trabalhe com frases curtas

Não importa se é em um vídeo, material escrito, mensagens instantâneas ou e-mail. Quanto mais curtas e objetivas forem as frases, mais fácil ficará a compreensão. Essa prática permitirá que o conteúdo seja compreendido melhor pelos leitores de tela e consequentemente  também por pessoas com deficiência intelectual e déficit de atenção.

A simplicidade na comunicação é uma tendência da era digital e contribui com a acessibilidade do conteúdo digital, pois é mais próxima de todos os públicos.

A acessibilidade nas redes sociais e no mundo corporativo é de suma importância para que se consiga comunicar com todos de forma eficaz. Entretanto, a tecnologia ainda não consegue traduzir tudo, sendo preciso a intervenção humana consciente para que um conteúdo possa ser compreendido.

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