Muito se discute a diferença entre líder e chefe, porém pouco se fala sobre a liderança inclusiva. Em uma sociedade que está rumando cada vez mais para a diversidade e que se preocupa com a inclusão, esse é um tema que deve estar em debate.

Não é nenhuma novidade que a procura por colaboradores com perfis diferentes aumentou e isso inclui pessoas com deficiência, seniores, negros, diferentes nacionalidades, identidade de gênero e orientação sexual.

Esse crescimento não ocorreu apenas para “agradar” a sociedade; as organizações começaram a perceber o benefício que isso pode trazer a todos. Entretanto, esses novos perfis exigem que se tenha líderes que consigam trabalhar com a diversidade e saibam como envolver a equipe para que ela também siga esse caminho.

Para que um gestor possa liderar uma equipe tão diversa, é preciso exercer a liderança inclusiva, respeitando as personalidades, preferências, conhecimentos de cada membro do time e, com isso, extrair o melhor de cada colaborador.

O que é a liderança inclusiva?

A liderança inclusiva visa assegurar que todos os membros da equipe sejam tratados com equidade, independentemente de suas particularidades. Isso garante que as pessoas fiquem mais engajadas e se sintam seguras dentro de um time com oportunidades iguais.

Será papel do líder promover o desenvolvimento das pessoas, permitir que elas se aprimorem e consigam realizar o trabalho em equipe. Quando esses objetivos são atingidos, é possível ver os resultados: trabalho coletivo, a inovação, produtividade, consequentemente, atingimento das metas.

Os ganhos para a organização com liderança inclusiva

As organizações que adotam a liderança inclusiva costumam ser as que já têm a diversidade incluídas na sua cultura. Mas isso não significa que outras não possam chegar a esse patamar; toda empresa pode passar por mudanças, inclusive relacionadas aos gestores e formas de trabalho.

A inclusão da diversidade é fundamental assim como a liderança inclusiva é imprescindível para trazer resultados positivos tanto para o quadro de colaboradores quanto para o desempenho organizacional.

As pessoas são prioridade

O bem mais preciso de qualquer organização são as pessoas, pois são elas que fazem com que tudo funcione. Com a liderança inclusiva é possível ter o foco no pessoal, uma vez que o gestor precisa conhecer quem são os membros de sua equipe, quais são suas limitações, possibilidades e habilidades. Com isso, é possível perceber cada colaborador de forma única e auxiliar melhor no desenvolvimento.

Ganho cultural e de conhecimento

A diversidade permite que se contrate pessoas com diferentes perfis, culturas e conhecimentos. Na empresa isso pode ser aproveitado para ampliar o conhecimento dos colaboradores, convívio com diferentes culturas e respeito às diferenças.

O resultado são pessoas mais tolerantes, que aprendem a escutar, respeitar a opinião do próximo e se tornam mais receptivos às novas ideias.

Decisões acertadas

A liderança inclusiva permite que se foque nas pessoas, permitindo que se entenda melhor o comportamento humano.

Tanto o líder como os demais colaboradores passam a entender como os membros trabalham e de que maneira e empresa opera. Consequentemente, isso tende a contribuir para a tomada de decisões mais acertadas, o que é essencial no ambiente organizacional.

Trabalho em equipe

As equipes costumam ser um reflexo de seus gestores. Sendo assim, a liderança inclusiva  pode estimular o respeito pelo próximo e capacidade de ouvir e ser ouvido, todos passam a ter a percepção de pertencimento e de responsabilidade, os membros passam a trabalhar em prol de um resultado comum.

Ganho de produtividade

Com a equipe incluída e com o foco nas pessoas e nas novas ideias, não se poderia esperar algo diferente do que um ganho na produtividade. Os resultados melhoram gradativamente e os processos passam a ser aprimorados.

Outro ponto que contribuiu com esse resultado é a diminuição do turnover e absenteísmo, pois as pessoas estarão mais motivadas e encontrarão um clima organizacional favorável.

Todos esses ganhos são esperados pelas organizações. Mas para garantir que se tenha uma liderança inclusiva será preciso transformar a cultura organizacional e preparar os gestores para serem multiplicadores desta cultura. Isso pode ser conseguido com a ajuda de consultorias especializadas em inclusão.

Além disso, a mudança da liderança tradicional para a liderança inclusiva ocorre de forma gradual. No entanto já nos primeiros momentos é possível observar que ela o caminho escolhido está correto e é necessário.

Quer saber como implantar a liderança inclusiva e outros assuntos sobre esse tema? Acompanhe as notícias no site da Talento Incluir.