A lei de cotas neste ano de 2019 completou 28 anos, neste tempo percebemos pequenos avanços no que diz respeito a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.


A lei cobra a contratação, mas poucas empresas sabem e, grande parte não está preparada para incluir pessoas com deficiência com qualidade e de forma produtiva.


Culturalmente associamos a capacidade laboral das pessoas de acordo com a severidade da deficiência que a pessoa tem, ou seja, de acordo com o que podemos ver. Isso é um equívoco enorme!


A deficiência está além daquilo que podemos observar, além de restrições físicas, sensoriais ou intelectuais que a pessoa tem de acordo com seu diagnóstico, o meio, o apoio familiar, acesso a saúde e recursos de acessibilidade estão diretamente ligados à sua independência, capacidade laboral de produção e desenvolvimento profissional.


Estamos vivendo um momento de grandes transformações e devemos aproveitar a tecnologia como aliada no programa de inclusão, quebrando barreiras.


Tecnologia traz possibilidades de inclusão


Os recursos tecnológicos podem auxiliar na independência, proporcionando a autonomia das pessoas com deficiência. Há empresas que acham que é mais fácil demitir ou não contratar, do que se adaptar ou disponibilizar tecnologias. A falta das tecnologias assistivas e a falta de informação continuam excluindo pessoas, e por isso empresas perdem a oportunidade de contratar talentos.


A tecnologia possibilita por exemplo uma pessoa cega utilizar o computador através de um leitor de tela. Pessoas tetraplégicas podem utilizar o computador através de um mouse de cabeça, que através de software instalado na webcam responde a movimentos de cabeça, olho e boca fazem a função de navegação.


Na sua empresa teria espaço para contratar um profissional que perdeu todos os movimentos do corpo e inclusive a capacidade de falar? Se esse profissional fosse Stephen Hawking, professor em Cambridge reconhecido e premiado por várias descobertas que utiliza um dispositivo gerador de fala que era acionado por um único músculo da bochecha?


Se olharmos somente para a deficiência das pessoas, com toda certeza a empresa perderá em talentos. Incluir é olhar além do que é possível mensurar, é entender com a pessoa quais as possibilidades e restrições e incluir neste processo ferramentas que possam auxiliar na autonomia e performance do profissional contratado.


Por outro lado, para preparar a empresa na conscientização e no desenvolvimento de cultura inclusiva é possível utilizar ferramentas de tecnologia para disseminar informações. Conteúdos em EAD, vídeos, treinamentos gravados podem apoiar na comunicação quando a empresa tem filiais por exemplo, não é inteligente deixar de desenvolver pessoas devido à distância! A cultura tem que refletir na ação de todos os colaboradores.


A tecnologia é o caminho, podemos e devemos fazer uso como uma ferramenta para realizar a inclusão de forma produtiva e sustentável.


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